{"id":1970,"date":"2020-12-22T14:05:03","date_gmt":"2020-12-22T14:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/?p=1970"},"modified":"2020-12-22T14:05:03","modified_gmt":"2020-12-22T14:05:03","slug":"historico-da-terapia-ocupacional-como-profissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/historico-da-terapia-ocupacional-como-profissao\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico da Terapia Ocupacional como profiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1971 aligncenter\" src=\"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/idoso_pintando.jpg\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/idoso_pintando.jpg 626w, https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/idoso_pintando-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Profiss\u00e3o da Terapia Ocupacional (TO) surgiu nos primeiros anos do s\u00e9culo XX, sendo que a ideia da ocupa\u00e7\u00e3o ou da divers\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie j\u00e1 era vista como ben\u00e9fica para os doentes na hist\u00f3ria da humanidade (FRANCISCO, 1988).<\/p>\n<p>As civiliza\u00e7\u00f5es da antiguidade como os eg\u00edpcios, romanos e gregos, at\u00e9 mesmo Hip\u00f3crates (pai da medicina) e Galeno, usavam da ocupa\u00e7\u00e3o como um meio de tratamento do corpo e da alma de acordo com a compreens\u00e3o da sua \u00e9poca (BEZERRA, 2013; MEDEIROS, 2003).<\/p>\n<p>No fim no s\u00e9culo XVIII e princ\u00edpio do s\u00e9culo XIX, a corrente filos\u00f3fica do humanismo imperava e a ocupa\u00e7\u00e3o se tornou largamente aceita para o tratamento do doente mental. Quando na Fran\u00e7a, em 1791, Dr. Philippe Pinel, reformulou seus atendimentos com os doentes mentais que ficavam isolados da sociedade em asilos, utilizando a ocupa\u00e7\u00e3o como forma principal de seus atendimentos, propondo que o trabalho mec\u00e2nico executado era capaz de garantir a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade substituindo a brutalidade pela gentileza e a ociosidade pela ocupa\u00e7\u00e3o. Pinel foi considerado pioneiro nesta abordagem conhecida como \u201cTratamento Moral\u201d, esse tratamento usava uma abordagem mais formalizada acerca do uso do trabalho, como mais um recurso de tratamento do doente mental. Acreditava-se que esse tratamento desempenhava uma fun\u00e7\u00e3o corretiva e disciplinar, sendo o principal recurso para a organiza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m do ambiente asilar, porque contrapunha-se ao \u00f3cio desorganizador e por esse modo se esperava alcan\u00e7ar a reinser\u00e7\u00e3o social. Esse tratamento acabou sendo difundido pela Europa e pela Am\u00e9rica no final do s\u00e9culo XIX (SHIMOGUIRI, 2017; WILLARD, 2011;&nbsp; MEDEIROS, 2003; FRANCISCO, 1988).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ap\u00f3s esse per\u00edodo, a concep\u00e7\u00e3o da \u00e9poca estava sendo mudada pela influ\u00eancia da racionalidade positivista no pensamento cient\u00edfico e pela busca por m\u00e9todos anatomofisiol\u00f3gicos e farmacol\u00f3gicos de interven\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s do ambiente, o c\u00e9rebro era objeto de explica\u00e7\u00e3o e tratamento da doen\u00e7a mental. O aparecimento da tecnologia mais avan\u00e7ada, com a implementa\u00e7\u00e3o do racionalismo experimentalista e a afirma\u00e7\u00e3o do cientificismo como atitude intelectual fez das institui\u00e7\u00f5es de atendimento aos doentes mentais grandes laborat\u00f3rios experimentais (BEZERRA, 2013; DE CARLO, 2001; FRANCISCO, 1988).<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O tratamento Moral declinou nesta \u00e9poca em que os acontecimentos geraram novos conhecimentos tecnol\u00f3gicos da medicina. A utiliza\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica foi apenas um precursor da TO, foi no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos, que Enfermeiros e Assistentes Sociais recebiam treinamentos espec\u00edficos por M\u00e9dicos que acreditavam nesse tipo de interven\u00e7\u00e3o como terap\u00eautica.&nbsp; A diferen\u00e7a fundamental entre as antigas pr\u00e1ticas e a nova estava na natureza sistem\u00e1tica de como a ocupa\u00e7\u00e3o era utilizada e na integra\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es de conhecimento cient\u00edfico para a compreens\u00e3o do efeito terap\u00eautico da ocupa\u00e7\u00e3o que seria eficaz tanto para convalescen\u00e7a do doente como para o pr\u00f3prio ambiente hospitalar (MEDEIROS, 2003; WILLARD, 2011; FRANCISCO, 1988).<\/p>\n<p>O surgimento da Terapia Ocupacional acontece dentro dos contextos das Grandes Guerras no mundo que acompanhavam a crescente incid\u00eancia de incapacidade relacionadas tamb\u00e9m aos acidentes industriais. A I Guerra Mundial, em 1914 a 1918, teve uma grande demanda para reabilita\u00e7\u00e3o. Preparando pessoas para o tratamento de pessoas incapacitadas. Em fun\u00e7\u00e3o disso ocorreu uma mobiliza\u00e7\u00e3o visando a reabilita\u00e7\u00e3o e reinser\u00e7\u00e3o social do indiv\u00edduo pela restaura\u00e7\u00e3o de sua capacidade e compet\u00eancia para um papel produtivo em sociedade, o tratamento por interm\u00e9dio das ocupa\u00e7\u00f5es propunha o treinamento de h\u00e1bitos adequados de autocuidado e de comportamento social mediante gradualismo de demandas f\u00edsicas para a atividade (DE CARLO, 2001).<\/p>\n<p>Em 1917, um pequeno grupo de m\u00e9dicos, enfermeiros, arquitetos, Assistentes Sociais, secret\u00e1rias e professores de artes e trabalhos manuais. Reuniram-se com o pensamento de que a ocupa\u00e7\u00e3o favorece de modo consider\u00e1vel sua fun\u00e7\u00e3o na cura e na&nbsp; sa\u00fade. Esse encontro registra a cria\u00e7\u00e3o da National Society for the Promotionof Occupational Therapy (NSPOT) e \u00e9 o que hoje \u00e9 chamado de American Occupational Therapy Association ou (AOTA). Essa reuni\u00e3o marcou as origens da profiss\u00e3o de TO, criou-se uma escola formadora de TO vinculada \u00e0 universidade, firmando-se como \u00e1rea pr\u00f3pria. Com o surgimento de mais escolas em todo pa\u00eds, levou-se a oficializa\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos. Estabelecendo padr\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o dos fundamentos da profiss\u00e3o e sua organiza\u00e7\u00e3o (WILLARD, 2011; MEDEIROS, 2003)<\/p>\n<p>Com a II Guerra Mundial em 1939 a 1945, surgiu a necessidade de mais Terapeutas Ocupacionais para atuarem com a maior demanda de incapacitados. Os Terapeutas Ocupacionais precisaram ser capacitados para atividades construtivas, trabalhos manuais e cada vez mais para o uso de tratamento das atividades de vida di\u00e1ria (AVD). Assim com as demandas para os atendimentos com disfun\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ocorreu uma reorganiza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo das escolas de TO.&nbsp; Em 1947, acontece a edi\u00e7\u00e3o do primeiro livro na \u00e1rea f\u00edsica, editado por Hellen S. Willared e Clare S. Spackman. E o primeiro curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, na Calif\u00f3rnia (WILLARD, 2011).<\/p>\n<p>No Brasil, o inicio da profiss\u00e3o ocorreu em 1957, em S\u00e3o Paulo no Instituto de Reabilita\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina da USP, e no Rio de Janeiro na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Beneficente de Reabilita\u00e7\u00e3o &#8211; ABBR. Os Primeiros cursos de TO tiveram \u00eanfase na \u00e1rea f\u00edsica voltada a reabilita\u00e7\u00e3o, objetivando desenvolver as capacidades funcionais e residuais (MEDEIROS, 2003).<\/p>\n<p>Em 1963, aprovou-se o curr\u00edculo do curso de TO e Fisioterapia da ABBR, no RJ. Foi reconhecido como n\u00edvel superior em 1969. E oficializada em 1971 e, em 1975, foi criado o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional &#8211; COFFITO. Atualmente existem cursos de gradua\u00e7\u00e3o em TO em quase todos os estados do pa\u00eds (MEDEIROS, 2003; DE CARLO, 2001).<\/p>\n<p>Em 1980 criou-se o Sindicato da categoria, em conjunto com a Fisioterapia. E tamb\u00e9m o MEC em 1983, amplia para quatro (4) anos o curso de gradua\u00e7\u00e3o com dura\u00e7\u00e3o de 3.240 horas (CAVALCANTI, 2011).<\/p>\n<p>Em 1994, foi organizada a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de TO \u2013 ABRATO<\/p>\n<p>Em 2004, adequou-se o curr\u00edculo m\u00ednimo para a gradua\u00e7\u00e3o aprovada pelo MEC, com 3.600 horas (CAVALCANTI, 2011).<\/p>\n<p>Na trajet\u00f3ria do TO houve a busca por atendimentos junto com equipe multidisciplinar, independente da patologia atendida em uma perspectiva integral de preven\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e reabilita\u00e7\u00e3o. A reabilita\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe mais \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o funcional e \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das incapacidades, mas elas precisam dar sentido nas intera\u00e7\u00f5es reais do sujeito em seu cotidiano. Os recursos de avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o parte da estrat\u00e9gia de interven\u00e7\u00e3o isso redimensionou as pr\u00e1ticas profissionais que buscou o compromisso com a diversidade dos processos terap\u00eauticos experi\u00eancia dos e a multiplicidade dos espa\u00e7os vividos, a partir das necessidades cotidianas considerando a realidade sociocultural coletiva (DE CARLO, 2001; MOREIRA; 2017). Os recursos de avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o parte da estrat\u00e9gia de interven\u00e7\u00e3o, mas a estrat\u00e9gia n\u00e3o se resume aos recursos e avalia\u00e7\u00f5es terap\u00eautico-ocupacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Bibliografia:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BEZERRA, Waldez Cavalcante; TRINDADE, Rosa L\u00facia Pr\u00e9des. G\u00eanese e constitui\u00e7\u00e3o da terapia ocupacional: em busca de uma interpreta\u00e7\u00e3o te\u00f3rico-metodol\u00f3gica. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, v. 24, n. 2, p. 155-161, apr. 2014. ISSN 2238-6149. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.revistas.usp.br\/rto\/article\/view\/61238&gt;. Acesso em: 23 feb. 2018. doi:http:\/\/dx.doi.org\/10.11606\/issn.2238-6149.v24i2p155-161.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CAVALCANTI, A.; GALV\u00c3O, C. Terapia ocupacional: fundamenta\u00e7\u00e3o &amp; pr\u00e1tica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>DE CARLO, M. P.; BARTALOTTI, C. C. (Orgs.). Terapia Ocupacional no Brasil: fundamentos e perspectivas.3. ed. S\u00e3o Paulo: Plexus. 2001.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FRANCISCO, B. R. Terapia ocupacional. Campinas, SP: Papirus, 1988.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MEDEIROS, M. H. R.Terapia ocupacional um enfoque epistemol\u00f3gico e social. S\u00e3o Carlos: EdUFSCAR, 2003<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MOREIRA, Adriana Belmonte. Terapia ocupacional: hist\u00f3ria cr\u00edtica e abordagens territoriais\/comunit\u00e1rias. Vita et Sanitas, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 79-91, abr. 2017. ISSN 1982-5951. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.fug.edu.br\/2018\/revista\/index.php\/VitaetSanitas\/article\/view\/103\/86&gt;. Acesso em: 01 Mar. 2018.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SHIMOGUIRI, Ana Fl\u00e1via Dias Tanaka; COSTA-ROSA, Ab\u00edlio da. Do tratamento moral \u00e0 aten\u00e7\u00e3o psicossocial: a terapia ocupacional a partir da reforma psiqui\u00e1trica brasileira.Interface (Botucatu),&nbsp; Botucatu ,&nbsp; v. 21, n. 63, p. 845-856,&nbsp; dez.&nbsp; 2017 . &nbsp; Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-32832017000400845&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. acessos em&nbsp; 21&nbsp; fev.&nbsp; 2018.&nbsp; Epub 03-Abr-2017.&nbsp; http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/1807-57622016.0202.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>WILLARD, H. S. Willard &amp;Spackman Terapia Ocupacional. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>https:\/\/www.coffito.gov.br\/nsite\/?p=7559#more-7559<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Profiss\u00e3o da Terapia Ocupacional (TO) surgiu nos primeiros anos do s\u00e9culo XX, sendo que a ideia da ocupa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1971,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-1970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude_bem_estar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redebeneditina.org.br\/rdp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}